O Método.

Hoje (Domingo, 22-JUL-12) eu estava na praia com um amigo e paramos para tomar um açaí e aliviar o calor, mesmo eu estando gripado, muito rouco e com a garganta arranhando eu estava com vontade de tomar um.

No meio da conversa chega um amigo que fotografa, o Bolinho, com uma D300 e uma caixa estanque para fotografia dentro d’água.
Atachada no corpo uma 10mm … fiquei curioso …

Bolinho, deixa eu dar uma olhada …

Como tinha um pessoal sentado nas mesas ao lado foi imediato colocar a câmera no rosto, enquadrar e tirar uma foto.
Quando disparei … trrrrrrr … 6 ou 7 fotos em burst … e eu larguei o shutter como se tivesse levado um choque.
Rápido, um tiro, ou uma saraivada deles.

Tomei um susto porque minha câmera é configurada para disparo único, minhas imagens são compostas, estudadas, tem o tempo de disparo correto, são “uma-a-uma”.

Aí me dei conta de como as pessoas são diferentes em seus métodos de fotografar.
Como elas ajustam seus equipamentos para a necessidade que tem, para o tipo de fotografia que fazem e como obtém suas imagens.

Mesmo fazendo preferencialmente “fotos únicas”, ou seja, disparo por disparo, eu também faço sequências de imagens, como as mostradas abaixo.


Mas mesmo estas são disparadas no seu tempo, no processo que eu citei anteriormente, “uma-a-uma” … fotografo há muito tempo assim, daí o susto quando fui tirar apenas uma foto e tirei umas 6 ou 7 …

Não faço as imagens em burst, em disparos sequenciais para depois escolhê-las.

A máquina do Bolinho me assustou pela forma como estava configurada, mas levando-se em conta que ele fotografava o próprio filho dentro d’água enquanto este surfava, a escolha de seu método foi o condizente para o momento.

Não há o certo ou o errado, há o conhecimento do que é adequado a cada situação e a preferência de como fotografaremos.

Ter esta consciência e saber escolher seu próprio método é a garantia de que as imagens mostrarão nosso intuito e traduzirão nosso “estilo”.

***

Clique nas imagens para ampliar.

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3 comentários sobre “O Método.

  1. Ai vem a pergunta… Máquina ou metralhadora? rssss
    Pra fotos de ação acho que o burst é indispensavel.
    Ontem fui em um aniversário infantil e tinha um cara fotografando com uma 5D. Ele sempre batia umas 3 fotos. Mas o que achei engraçado é que sempre em burst.
    O legal é o som da bixinha… Eu com minha singela T1 fiquei com inveja. 😀

    • Não acho que em fotos de ação seja, sempre, indispensável.
      Faço fotos de ação sem burst e sem auto-foco, é questão de escolha e de como mostrar.
      Talvez para um foto-jornalista seja mais cômodo, porque ele não tem o compromisso com o resultado em si, mas com a não perda de um lance.
      E aí o burst ajuda, claro.
      Mas em uma pauta onde a criatividade seja imperativa o burst pode ser dispensado.
      Novamente questão de escolha e de circunstância.
      Mas não resta dúvidas, o som é sim legal … mas não me seduz. -risos
      Grande abraço, Montoia.
      Peri.

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