Compartilhando e descobrindo.

Rafael

 

Há alguns meses eu venho observando as postagens que um amigo, o Rodrigo F. Pereira, vem fazendo em sua galeria do Flickr:

https://www.flickr.com/photos/119834569@N03/

Especialmente os retratos.

Lívia

Conversando com ele, descobri que ele usa para algumas de suas imagens filtros do programa de edição DxO, algo que ele mesmo relata em seu blog, o Câmara Obscura, no artigo abaixo, intitulado DxO Filmpack:

http://camaraobscura.fot.br/2014/06/29/dxo-filmpack/

A aparência final destas imagens me surpreendeu muito, pelo aspecto que elas demonstram e pelo caráter ‘vintage’ que algumas delas apresentam de acordo com o filtro que se usa.

Gostei tanto que após uma série de fotos no último Sábado eu pensei em escolher algumas imagens e sujeitá-las ao Rodrigo, para que ele fizesse nas minhas fotos a aplicação dos filtros que ele achasse mais conveniente e da forma que ele pudesse conferir às mesmas sua marca pessoal.

Eu poderia fazer, e na verdade seria muito fácil.

Mas desde que eu fiz uma entrevista com ele, passei a observar com outros olhos a sua produção – que, confesso agora – sempre foi uma produção difícil de eu assimilar.

Não por falta de qualidade ou por falta de conteúdo, mas porque eu mesmo não conseguia entrar nela a ponto de entendê-la mais profundamente.

A “culpa” na verdade era minha, única e exclusivamente.

Bem, voltando ao assunto o que eu queria de fato era um compartilhamento da visão do Rodrigo em algumas de minhas fotos e segundo sua própria sensibilidade.

Mandei 2 imagens, que são as que ilustram este artigo, e que já são o resultado final do processamento feito e idealizado pelo Rodrigo.

O resultado a princípio não me convenceu, e eu assim o disse, porque um aspecto presente na fotografia digital, a nitidez, se perdeu nos filtros aplicados por ele.

Não que eu faça questão disto, mas como autor as imagens foram tomadas e as opções de abertura (principalmente) e escolha de lente levaram esta particularidade em conta.

O Rodrigo então me respondeu que a aplicação dos filtros que ele escolheu deixava transparecer, sim, um aspecto menos nítido nas imagens e isto era característica do tratamento em si.

Ok, eu respondi, concordando que a questão nitidez não era a primordial, mas de certa forma era importante.

E resolvi imprimir as imagens, coisa que já iria fazer, pois a série que fiz teria este destino-fim, a impressão para presentear as pessoas envolvidas nas fotos.

E assim fiz, levei as imagens ao lab.

A surpresa foi que as imagens ficaram com uma beleza incrível.

Com aspecto de filme, como deveria ser, e com aparência muito gostosa de sentir, ou seja, transbordaram sentimentos para além da imagem em si.

A conclusão que tiro desta pequena, mas não menos importante, passagem, é que o compartilhamento de informações na fotografia nos trás além de mais conhecimento, resultados que não se pode medir e nem explicar com palavras.

Mas que pode-se sentir, e talvez esta seja a parte mais importante de nossa viagem.

***

Um agradecimento especial ao Rodrigo, pela disponibilidade.

Obrigado por v(l)er.

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6 comentários sobre “Compartilhando e descobrindo.

  1. Muito interessante a proposta. As múltiplas possibilidades de tratamento com a “aceitação” de um tratamento diferenciado do que estamos acostumados pode trazer resultados surpreendentes.
    Como você faria o tratamento? Chegou a comparar com o feito por ele?

  2. Peri, embora não tenha o hábito de imprimir minhas fotos, tenho percebido que, por melhor que seja o monitor, ou mais bem calibrado que esteja, o resultado visual do papel é diferente, e neste contexto, pode surpreender.
    Muito boa a experiência!

    • A maior prova que podemos ter do resultado do que fotografamos, Paulo, é vendo as imagens impressas.
      Assim eu penso e assim eu faço.
      Serve de teste e serve para que nossas abordagens, seja na captura ou na pós-captura, ganhem uma direção e façam com que nossos gostos (estilo?) ganhem corpo e densidade.
      Sempre poderá haver uma divergência no resultado que vemos na tela e o resultado que o lab nos dá, e isto é normal.
      O principal é conseguir equilibrar para que estes 2 resultados sejam o mais próximo possível, e uma conversa no lab juntamente com a experiência de tempo de impressão pode equalificar bem esta questão.
      No meu caso eu tenho conseguido, já há algum tempo, este equilíbrio.
      Escrevi sobre isto inclusive.
      Imprima suas fotos, você vai gostar.
      O tamanho 15×21 é um tamanho legal para começar, nem tão pequeno e nem tão grande, e onde você vai conseguir perceber conclusivamente os resultados de sua produção, podendo se adequar para conseguir cada vez mais o melhor a que se propõe.

      Abraços.
      Peri.

    • Grande parte das fotos do Rodrigo tem um tratamento bem particular que ele faz, seguindo sempre uma linha que eu acho bem delineada de gosto e que em algumas oportunidades pode variar do habitual e do real.
      No meu caso meus tratamentos sempre buscam melhorar o captado, sempre visando o real e quase nunca visando uma mudança deste real.
      Poderia ser interessante, pois sempre é, mas não sei se iria em um sentido que ele mesmo projeta para suas imagens.

      Abraços.

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