“Eu não busco, eu aproveito”.

Durante uma postagem de um amigo no facebook (o Ivan de Almeida) eu o respondi com esta frase: “Eu não busco, eu aproveito”.

Ela reflete de maneira simplificada tudo o que eu espero da fotografia e a forma como eu gosto de usá-la, como prova de vida e como vivência pessoal.

Enquanto muitas pessoas saem a lugares inóspitos, ou viajam aos 4 cantos do mundo para fotografar eu apenas identifico o que é interessante ao meu redor, à minha vida particular e, dando especial atenção a estes fatos, narro-a tomando como pano de fundo e como atividade, a fotografia.

Absolutamente não há erro algum em ir fotografar, em sair com este destino/fim, pois eu mesmo faço isto de vez em quando.

Mas a mim me parece mais plausível e prazeroso fotografar o meu entorno … onde estou, onde vou, quem está ao meu lado …

No último sábado minha esposa caiu da escada aqui onde moro e fraturou o pulso, quebrando um dos ossos que sustentam o punho.

Foi mais uma destas oportunidades de fotografar alguns momentos de sua recuperação, de pessoas que vieram visitá-la (como a irmã e a afilhada) e me por à prova, aproveitando situações e esperando os momentos exatos para narrar mais uma vez, à minha maneira, o que me interessa e o que eu gosto.

Nada mais natural, nada mais espontâneo, nada mais prazeroso.

Apenas a vida, e o tempo, se desenrolando.

***

Obrigado por l(v)er.

Captura das imagens: FLEKTOGON auto 2.4/35 MC CARL ZEISS JENA DDR

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7 comentários sobre ““Eu não busco, eu aproveito”.

  1. Peri; nesse sentido, a fotografia é extraordinária. Ela nos ensina a ver, educa nossa introspecção. Educa nossa presença que vê, que contempla. Você sabe que gosto muito de suas fotografias, que transmitem muito sua forma de ver. Um abração

    • Você é mestre nisto Ivan, e é estimulante ver o que você faz, porque tem, neste sentido, quase que o mesmo comportamento que eu tenho.
      É ótimo porque como você muito bem resumiu, nos educa a ver.

      Um grande abraço.

  2. Gosto muito de seus comentários Peri.
    Sem dúvida o registro do cotidiano próximo é muito gratificante como recordação.
    Abraco

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